Gosto muito de programar, é uma coisa que me dá prazer, e coisas que me dão prazer não funcionam quando o assunto é pressão.
Gosto de programar em C mesmo fazendo um bom tempo que não mexo, gosto da produtividade do Delphi , não curto a forma com que o VB organiza o código e ultimamente tenho brincado muito de Java e C#.
Digo brincando porque até hoje só considero meus programas como de “brinquedo”, sem nenhum tipo de utilidade prática, só mesmo para praticar o que eu estudo a respeito da linguagem.
Fico espantado como existem brigas, que até certo ponto são úteis para a melhoria das mesmas, a maioria delas são ridiculas na minha opinião. “A linguagem X é Melhor que a Y”, o S.O. A é mais seguro que o B”, e por aí vai, mas acho que quando o pessoal metido a fodão começa a menosprezar adeptos de outras que tecnologias que não a dele o negócio fica no mínimo complicado, e isso sim não leva a nada.
Acho que no mundo da informática não existe a idéia de “isso é o futuro, aquilo é o futuro” , pensar assim é ficar estagnado, parado esperando um futuro que nunca virá, porque quem arrisca dizer, a não ser aquelas empresas que possuem invenções para daqui a uns 40 anos e que ainda assim erram muito, que determinada idéia é o futuro da informática.
Mas voltando a falar de linguagens de programação, vejo que hoje em dia é muito dificil optar por qual linguagem se deve aprender, pelo menos eu passo por essa incerteza a cada tutorial que leio, a cada benchmark que vejo e cada desafio que encaro.
Um dos artigos que li essa semana e que pra mim foi muito importante o artigo publicado no Pih is All, indicado pelo Fernando, que é uma ótima tradução de um artigo em inglês que tem como título “Aprenda a programar em 10 anos”, vale muito a pena ler principalmente pela coerência com que o autor trata do assunto. Um dos detalhes que gostaria de citar é que realmente rola um tal de “aprenda a programar em czx em tantas horas”, ou “seja um admin do S.O. qwert em 20 dias”… não sei se isso é uma espécie de oportunismo editorial ou se realmente estão afirmando que foram inventados metódos de aprendizado relampago, só esqueceram de me avisar.
E como disse antes que não funciono bem sob pressão, estou preferindo andar um pouco na contra-mão de algumas opiniões e escolher por mim mesmo o que quero programar e como quero programar… não sei se vai dar certo, mas tenho certeza que o prazer será maior, e o esforço com certeza será muito, mas muito menor.
Enquanto os xiitas brigam pelas opiniões, que espero ser mutáveis, vamos continuar programando, estudando e trabalhando sem esquecer de que há outras coisas legais para se fazer como ouvir um bom rock n’ roll, bater papo (pessoalmente) com os amigos, tomar umas cervejas, namorar…
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