Quando fiquei sabendo, tive vontade de voltar no tempo, de fazer com que os momentos que planejamos passar juntos tivessem sido possíveis. Mas não era possível.
Sempre nos demos bem, ele com seu jeito direto, seco e firme de falar e eu com prazer de ouví-lo, eram a receita perfeita para um bate-papo entre nós. Firme nas suas idéias, buscando sempre viver de acordo com aquilo que achava certo, sem dar muita bola se ao seu redor, resolveu viver na contra-mão do próprio “sistema” no qual ele participava. Não duvido que nessa jornada ele tenha ganhado inimigos, muitos inimigos, principalmente aqueles que talvez se diziam seus amigos, mas que no fundo tentavam manter sempre uma trégua, com um medo talvez de ouvir algo verdadeiro… como dizem a verdade dói.
No seu velório não quiz vê-lo deitado em seu caixão, a ultima imagem que gostaria de ter em minha mente era daquele “cabra homem” que sempre foi a pedra no sapato, o constrangimento, o “tapa na cara” de muitos.
Naquele local queria ter uma pedra para cada um dos poucos abutres que vi ao redor dele… falsos, hipócritas, imbecis, malditos… Hahahahaha, caro amigo você é tão forte que até depois de morto incomoda alguns… por isso sinto sua falta, e pude ver também que muita gente de bem sentirá sua falta.
Não se preocupe com o que ficou, bom, na verdade se bem lhe conheço, você não está muito preocupado mesmo porque sabe que cumpriu com aquilo que acreditava e lutou até o último suspiro por aquilo, e é por isso também que tenho uma profunda admiração e consideração por você.
Sentirei a sua falta.
Abraço.
P.S.: Post dedicado a uma pessoa muito especial pra mim e que faleceu com leucemia aos 63 anos de idade.
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